Yummy Habib!!

Uma comida que sempre amei é a árabe. Tem tanta coisa boa pra gente aproveitar e curtir dessa cultura, desse povo tão bacana que nem dá pra começar a falar! Um dos pratos que sempre me levou às alturas é o tradicional charutinho de repolho! Não desmerecendo os de folha de uva, mas eu sempre preferí, sei lá… alguma coisa na consistência combinada com o sabor sempre me agradou demais!

Essa receita dá para 6 porções, mas sempre pode-se dobra-la de acordo com  a necessidade.

Só o preparo já é uma coisa gostosa demais.  Bem do jeitinho que os libaneses, ou as libanesas - porque as mães sempre me pareceram adorar uma cozinha acolhedora, barulhenta, com gente em volta- costumam curtir.  O sabor da pimenta síria é algo à parte… transporta lá para a terra dos sheiks, das mulheres de olhos misteriosos,  das areias quentes do deserto… que aroma! Ingrediente chave, não pode faltar!

Se ainda não teve a oportunidade de provar, tente! Não dá pra se arrepender…  se já comeu, experimente preparar! É uma experiência muito boa! Vamos à receita?

Charutos de Repolho

Ingredientes

Para o charutinho
300 g de carne moída (se possível, opte pelo patinho, e peça para moer duas vezes)
1 cebola ralada ou picada bem miúdinha
1 dente de alho picadinho
4 colheres de sopa de salsa picada
suco de 2 limões
sal e pimenta síria a gosto
1/2 xícara de chá de arroz
1/2 repolho grande

Para o molho
3 colheres de sopa de óleo
1 cebola picada
1 dente de alho
1 xícara de chá de purê de tomates
2 xícaras de chá de água
sal e pimenta síria a gosto
3 ou 4 colheres de sopa de salsa picada
manjericão ou louro, segurelha, orégano fresco (o seco não causa o mesmo efeito nesse prato, mas se não tiver à mão, use com parcimônia) a gosto.

Preparo

Tempere a carne: coloque-a numa tigela, juntando a cebola, alho, sal, pimenta, limão, salsa e o arroz. Misture tudo (eu gosto de utilizar as mãos…) e reserve, enquanto cozinha as folhas.
Tire as folhas maiores do repolho com cuidado. Corte as partes duras (se preferir, use uma tesoura de cozinha, o que facilita muito o processo).  Leve ao fogo uma panela grande com água, junte sal a gosto e cozinhe as folhas, de modo a ficarem macias, mas não desmanchando. Para ver se estão no ponto certo, experimente enrolar uma folha. 
Prepare os charutinhos: esprema um tanto do recheio que caiba em sua mão, coloque-o no centro de meia folha de repolho cozido. Dê uma volta, dobre os lados para dentro e continue a enrolar. Não é necessário prender com palito. Não se preocupe se não ficarem todos do mesmo tamanho; esse é o charme da comida feita em casa ;) .

Vamos ao molho:
Leve uma panela ao fogo, coloque o óleo, refogue a cebola e o alho, junte o purê de tomate, a água, e tempere. Coloque os rolinhos dentro do molho, deixe ferver, diminua o fogo e deixe cozinhar por 20 a 25 minutos. Sirva com arroz branco.

outubro 22nd, 2009 by Teté Albuquerque | No Comments »

Fresco sempre, sempre delicioso!

Já dizia Marina Lima: “Vem chegando o verão… um calor no coração…” Época de calor costuma pedir pratos mais leves, mais frescos… Primavera ou Verão, não importa. O negócio é que o calor acaba sempre deixando a gente mais molenga, mais propenso a querer pratos que nos remetam a férias, ao relaxamento que se tem perto do mar… sei lá, pelo menos comigo e mais um bocado de amigos isso acontece, sim! Vem à cabeça o gostinho salgado, a vontade da cervejinha gelada, ou um vinhozinho branco estúpido de fresco, um peixinho… e por que não, um bom Ceviche? Sabem aquele prato peruano (OK, os equatorianos continuam brigando pela origem dessa delícia), que é cozido no suco de alguma fruta de alto teor cítrico (comumente o limão), que a gente faz rapidinho e se delicia, não cansa de comer, enquanto joga uma conversa fora, sentadinhos em cadeiras confortáveis, ouvindo uma bossa nova, um rythm’n'blues…? Ai ai… e lá vem o calor, povo! Em tempo: leva pimenta sim, mas dá pra encarar numa ótima se souber medir a quantidade. Uma só, de bom tamanho, basta pra essa receita. 

Que tal, então, testar essa receitinha que é um mimo, um agrado, um momento de relaxamento em forma de comida?

Nem precisa dizer, não é? Peixe,  só o mais fresco que você encontrar! Senão, deixa pra outro dia! Ah, sim!! Uma dica é na hora de lidar com a pimenta, umedecer os dedos com um pouco de óleo vegetal para evitar alguma queimadurazinha indesejável; vai saber se você não vai se entusiasmar e usar um pouco mais as mãos depois desse prato tão… sexy…? rs… ;)

Ceviche

Ingredientes

2 bons filés de peixe branco (linguado, corvina, buri, pescada branca, robalo, tilápia…Você decide)
2 cebolas roxas médias
Suco de 4 a 6 limões (observe sua preferência por acidez)
1 dente de alho
1 pimenta vermelha
4 colheres de sopa de coentro picadinho
Folhas frescas de alface a gosto (as lisas se comportam maravilhosamente nesse prato!)
2 batatas doces cozidas (ou assadas)
3 Colheres de sopa milho refogado (pode ser do enlatado, mas escorra muito bem, e cuidado com os cabelos do milho! certifique-se de pegar gominhos - ou dentinhos, como preferir! rsrs - inteiros!)
sal para corrigir o sabor

Modo de preparo
Corte as cebola no meio, e depois em fatias bem finas, formando meias-luas elegantes. Reserve. Pegue o dente de
alho, corte pela metade e esfregue no fundo de uma vasilha. Coloque a cebola e depois o suco de limão. Deixe repousar por pelo menos 10 minutos.
Retire as sementes da pimenta, pique-a bem e reserve (se for do seu gosto, deixe algumas fatiazinhas bem finas pra um sabor a mais).
Se seus filés ainda estiverem com a pele, retire-a; faça um corte no rabo separando a pele da carne, depois coloque a faca a 45 graus e segure o extremo da pele enquanto vai cortando.
Certifique-se de que não tenha espinhos, passando as pontas dos dedos pelo peixe, e retire as que estiverem por lá. Corte
em fatias não muito finas para evitar que a carne desfie. Deixe na geladeira coberto com papel filme ou em um recipiente dentro de outro maior contendo cubos de gelo e água bem gelada para manter resfriado até a hora de servir.
Na vasilha com a cebola e o limão, coloque o sal, a pimenta vermelha picada, o peixe e um pouco de coentro picado (se gostar, utilize o alho muito bem picadinho na mistura).  Misture e deixe repousar por 5 a 10 minutos. Sirva o ceviche com mais coentro picado em um prato com as folhas frescas, a batata doce cozida e o milho.

Uma dicazinha não muito ortodoxa para quem gosta é substituir o sal por shoyu com baixo teor de sódio… fica demais de bom! :) Outra substituição para o acompanhamento é servir o Ceviche com pão pita torradinho em pedaços com um molho à base de maionese suave e cheiro verde bem picado… ou mesmo um bom gengibre em conserva, como o servido com sashimi. Aí é só mandar uma loura trincando ou um sake geladérrimo e curtir uma brisa fresca ao som de uma bela salsa! rs Precisa mais? ;)

outubro 15th, 2009 by Teté Albuquerque | No Comments »

Cremoso, gostoso, cheiroso…

Hummm… nada como um bom risotto pra confortar um estômago necessitado. Comida reconfortante, daquelas que a gente quase nem espera pra servir, ou pra ser servido. Faz qualquer refeição parecer uma ocasião especial, por mais simples que seja… faz uma jantarzinho com dois castiçais sobre a mesa e um joguinho americano parecer uma noite digna de … bom… cada um faz como acha, certo? Um bom risotto faz de uma refeição uma celebração! Minha humilde opinião…

Aí a gente vai pra cozinha com alguns ingredientezinhos especiais à mão e uma bela receita na manga! Duvido que desaponte a você ou à sua companhia de refeição… O Roquefort é um queijo digno de um prato destes: especial, refinado mas nem por isso petulante. Forte, marcante, mas nem por isso um ingrediente arrogante - se utilizado da meneira certa, observadas as proporções na receita. Gostoso… para alguns, um gosto adquirido… para outros, um queijo com um ar de nobreza que depois de apreciado pelo “iniciante”, acaba por virar um favorito! Neste risotto, além do digníssimo queijo azul, temos o espinafre, que traz um toque rústico, porém suave, pra complementar e, eu até diria, ressaltar o sabor do queijo. Combinam muito bem!

Receitinha fácil, boa de se ter entre as anotações pra ocasiões, sejam elas especiais ou não… seja pra oferecer um carinho, ou pra servir num dia em que o bacana é comer bem, e só! … Va bene… não precisa ser só, não é mesmo?

Risotto de Espinafre e Roquefort (queijo azul)

Ingredientes

1 Xícara Arroz de grão redondo (o arbóreo é um favorito para risotos)
1 Cebola média
1 Colheres de sopa de alho
2 Xícaras de folhas de espinafre
1/2 Copo de Vinho branco
2 galhinhos de tomilho
2 Colheres de sopa de salsinha picada
3 Colheres de sopa Roquefort picado
Caldo de legumes a gosto
Sal e pimenta do reino a gosto
 
Modo de preparo

Dissolva o caldo de legumes e não o deixe esfriar. Pique a cebola, o alho e o tomilho.
Em uma frigideira com óleo quente, acrescente primeiro a cebola picada, depois o tomilho e por último o alho, nesta ordem.
Misture e cozinhe em fogo médio, até que a cebola fique transparente. Acrescente o arroz e cozinhe até que pegue uma cor branca e brilhante.
Despeje o vinho branco e misture até que o álcool evapore completamente.
Aos poucos, comece a acrescentar o caldo com a concha. Misture sem parar até que o arroz fique “al dente”. É importante prestar muita atenção.
Tempere com sal e pimenta. Quando o arroz estiver ao ponto, acrescente o queijo roquefort picado e misture novamente.
Quando adquirir a consistência de creme, acrescente as folhas de espinafre limpas e secas. Mexa. Retire do fogo e deixe repousar 5 minutos.
Sirva bem quente com um pouco de salsa picada.

outubro 14th, 2009 by Teté Albuquerque | No Comments »

Junk, mas nem tanto!

A gente pode falar em junk food, e acho que é difícil um meio termo: ou ame ou odeie! Quilos a mais pela cintura? Então fique longe. Dá pra ir sem se preocupar? Ah, então se joga! Essa receita é simplesmente uma delícia!! E, digamos… é um tipo de junk food, sim. Mas nem tanto. Os ingredientes são saudáveis, você pode acrescentar os legumes que preferir, nada impede que o queijo seja substituído por ricota ou até queijo minas… Encaixei como junk porque levei em conta que é um enroladão, um sandubão, digamos assim. Posso dizer que a massa não é daquelas que aterrisam feito um boeing no estômago, não. Pelo contrário, fica bem leve. Agrada a crianças de todas as idades, mesmo aquelas com dente postiço! (rs) Como todo bom sanduba. 

Bom… e eu não sei vocês, mas se eu for comer algo que pelo menos me lembre junk food, prefiro comer em casa, feito por mim… E claro, feita com carinho e capricho, qualquer comida cai melhor ;)

Enroladão de presunto, mussarela e tomate

INGREDIENTES
14 colheres de sopa de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
2 gemas
Sal
1 copo (americano) de leite frio
3 colheres (sopa) de manteiga
1 gema para pincelar

RECHEIO
600g de presunto cozido
600g de mussarela fatiada
½ kg de tomates sem pele e sem sementes picados, temperados com orégano, sal e pimenta do reino

PREPARO
Em um recipiente grande, coloque a massa.
Peneire o fermento sobre a mesma e acrescente as gemas, o sal, a manteiga, e, por último o leite, aos poucos.
Trabalhe a massa até que fique consistente e elástica.
Deixe descansar por 30 minutos em temperatura ambiente.
Em seguida, com auxílio de um rolo, abra a massa em quadrado de 25cm com de largura por 20cm de comprimento, aproximadamente.
Coloque o presunto, depois o tomate e por último, a mussarela, de tal maneira que fiquem bem juntinhos.
Enrole com o restante a massa aberta, feche com cuidado.
Pincele com gema de ovo e asse em forno a 250 graus por 30 minutos ou até ficar dourado. Desejando, pode-se fazer alguns enrolados menores, no tamanho desejado ao invés de um único enroladão.

outubro 6th, 2009 by Teté Albuquerque | 2 Comments »
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